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Mostrando postagens de 2016
Sou do indefinível, poucas palavras que bastam, pois muitas dizem demais sem esclarecer nada. Aquele que é decifrado se chamado de enigma. Chama-me o pai-de-santo, o filho sem mãe, o espírito e pronto. Estou a formar-me, escritor. Temo muito prometer-me escritor diante dos outros para não ser mais uma promessa não realizada. Mas persigo sim, algum tipo de transformação existencial que me viabilize este papel. Falta-me escrever, simplesmente. Ideias tenho as aos montes, mas todas muito fragmentadas sem sentido ininteligíveis aos outros. Falta-me algo do essencial do que é escrever. Não foi por acaso que escolhi a Bildung como tema de trabalho. Vou esperar que decidam por mim.
Quero ser um nice burguer Loading em cheio Nas graças do proletariado Sexy vibes Very very very beautiful Toque mais uma vez Southern cramps É precriso arriscar
Pendor É bom que eu traga sempre à mão um botão de rosa sob o florete

Oh não me deixes

O que me dizes e que consome, a mim contra a vida que avança quando dá voltas a querer falar E faz existir que já não há. Talvez me deixes mais uma vez Eu sinto o tanto de até doer No mesmo passo faço-te ver Que insiste sempre meu bem-querer Tu já não me podes atirar Onde hei de chegar, coração? Pedir que não me deixes jamais Jamais chegaria a tal ponto. Oh não me deixes, digo-te mais Uma vez mais, para tua surpresa Mais uma vez, deixo-te em paz.
Agora tenho a minha frente dois caminhos: a morte ou a glória de permanecer nesse embate cruel. E tudo depende do acaso. É a cidade que me faz perceber que eu morro aos poucos mesmo de longe. Em cada um que se apaga a memória de minha avó morre um pedaço do que eu amo, em cada casa da minha infância que vira outra coisa que eu não reconheço. Eu não conheço o entusiasmo pela transformação do mundo. Entretanto tive eu mesmo que me transformar tantas vezes...
Ele agora dobra uma esquina. Daqui a pouco chega em casa, tira o uniforme para evitar o castigo. Faz os deveres antes de sair. Segue com a camisa branca, com um rasgo embaixo. A mesma que usou na apresentação da escola. No palco, tentava esconder Agora, todos cumpriam um destino traçado, repetiam os pais, suas crenças, suas posições. Mesmo os que eram mais rebeldes, se surpreendia a que ponto de conformidade havia chegado. Aquela colega que rira descontroladamente enquanto ele tentava esconder o rasgo no pano, com a mão esquerda levantada a frente apoiada na barriga. Cantava. A outra ria. A incerteza. O certo é que não podia mais. Não aquela cidade, não aquela vida. Morreria. O interesse se perderá, não havia lugar que desejasse ir ou comida que imaginasse. Podia tudo e não queria nada, podia tudo dentro do que constituiu como possível. Hoje chegou atrasado, mostrou as meias como de praxe. Música ensaiada, letra decorada, podia ter sido outra, estava melhor, mas a sua não ofendia, e...
é dizer de outro jeito, não de forma direta  Ainda penso naquele escritor que anunciou que se mataria após a morte da mulher, e o fez, depois de décadas juntos, num Romeu e Julieta às avessas porque viveram um grande amor. As companhias de seguro sabem que se morre muito depois de perder um cônjuge, há cálculos para tal risco.

Um livro para não chegar ao fim

Desista. Estimado raro leitor, não se engane. Este livro existe para que ano chegues ao fim. Não há aqui qualquer jogo com a ambiguidade da palavra que encerra, que poderia também significar finalidade, a não ser que consideremos que o objetivo de quem abre um livro é terminá-lo. Não encontrarás neste livro novelas comoventes, ou uma ficção com intrincadas conexões históricas, mas um autor que tentará utilizar todo seu talento ou sua falta para que desistas dele. Este livro é a não realização de toda uma vida não cumprida, e traz a covardia daqueles que anunciam a perda antes de começar a luta para já estar justificados quando caírem em terra, ou cantar o triunfo, em caso de vitória que, no caso de um livro fosse a satisfação do leitor e sua leitura completa, seria sua própria  derrota. Ela diz que estamos frente a frente. Porém não a vejo. Diz que há uma rivalidade atávica entre nossas essências. Estou cego. Só escuto sua voz e seus risos. Risos que me engastam. Cada palavra sua...

40 em Lisboa

Um dia fui o homem mais solitário de uma cidade. Quis provar a liberdade absoluta de desprender-me de tudo, experimentar o retorno confortável ao que sempre fui. Deixar os desvios, os lugares, as pessoas que me fixavam em uma imagem do que eu pude ser. mas recusava. Tentar um recomeço a partir de um nada impossível, que eu procurava realizar. Procurava realizar mesmo o impossível: a minha perpétua condição de estrangeiro e deslocado. Um desafio de novamente estar aberto e poder redescobrir aletrias que haviam se tornado banais. Tentar que existisse saudade quando já não sentia falta de nada, tentar retornar às necessidades quando só me guiavam vontades. Aguçar os sentimentos e querer algo além de estar diante de mim. hoje sou o homem mais solitário dessa cidade O burburinho e o estrondo Havia uma banda de rock na porta de um hotel Um homem de Timor Leste que me perguntou em mal português aonde ficava serta boate gay A chuva que trouxe a satisfação imediata e inesperada Um mexica...

crônicas de mudança

Há quatro meses cheguei a Lisboa e pouco pude dizer sobre tudo o que se passou desde então. Lembro-me de uma frase que repetia para mim mesmo nos primeiros dias, no quarto de hotel. Quis anotar, sabendo que logo me esqueceria, o que realmente aconteceu. Daquela frase não ficou nada de sua força, somente seu sentido: ela afirmava minha obrigação de ser feliz aqui. Existe certa curiosidade a respeito da minha mudança. Talvez por ela ser meio inusitada, especialmente para quem me conhece minha condição de sempre ter cumprido o que o destino parecia me haver determinado. Ou elas não conhecem os desvios que sempre houve deste caminho, ou sabem que realmente não sou dado ao comodismo com a infelicidade que, entretanto, sempre encontra forma de realizar-se em mim. Seja em amores desencontrados, seja numa busca quase incessante, seja nessa sensação de que o melhor nunca é o que vivo mas o que poderia viver. Há algum tempo sentia-me profundamente insatisfeito, sem curiosidade ou vontades que ...
Nota fria em pedaço de vento verdades disparadas sem qualquer sentimento como se houvesse sentimentos as verdades fadiga das tardes horas de descanso que já duram uma vida vida que não cabe em qualquer canto espaços inviáveis permanência dos tempos de tempos em tempos refazer a vida não caber em si vida longa o impossível anos melhores de agora em diante posso querer o que não creio depois de viver o que coube Quero o fim do mundo, o recomeço todos querem, sempre algo novo
Meu maior espanto é que toda a sabedoria acumulada nesses mais de milênios de civilização não impede que os homens se destruam
Descobri muito tarde, a duras penas que não sou homem de ciência Sou do coração O mesmo que sempre vai me matar um dia
Em raros encontrava aquele dom de supor que seria capaz de fazê-lo feliz de estar pleno de um simples olhar para si.
Sonho um ritual religioso, uma orgia Em que se engole o vidro picado do pecado. Eu tinha uma sede insaciável Litros d'água não me saciavam

Revoluções

Já me arrependi por guardar no coração Por muito tempo revoluções Que vieram depois sem minha participação.

Regular guy

Um tipo comum. Médio. Passaria como feio entre feios, como lindo entre lindos. No meio dos pobres, se confundiria facilmente entre eles e passando com ricos, poderiam facilmente apontar nele a empáfia própria dos poderosos.

Dois braços estendidos sobre a mesa (da escola)

Aqueles dois braços estendidos à sua frente definiriam desde ali seu destino. Mas quem pode dizer que o outro seria melhor?

Esse meio sorriso

Esse meio sorriso que te sai quando te abraço Um visgo de satisfação no canto do lábio Inunda meu coração de ternura.

O livro das respostas fantásticas às perguntas das crianças

O fosso da memória

Estou nesses dias de ter que sair e chorar muitas e muitas vezes Esta encenação terrível do que foi até aqui minha vida Vestir disfarces, dar as mãos à morte Descer ao fosso cavado em algum quintal da infância Ver destruir-te o que tens de mais valioso Na inépcia de respirar à superfície Era uma criança capaz de segredos, de não deixar nunca vestígios, dissimulava os malfeitos e sentia-se culpada porque nunca se lhe poderia atribuir aqueles maus pensamentos. Ela tinha esse poder. Muito cedo, desde. Também a presença não marcava. Não tive escolha. A consciência muito precoce da minha completa inadequação ao mundo, o fracasso de todos os esforços em me fazer mais ajustável e produtivo não me deram outra chance que não assumir minha condição de Estrangeiro no mundo, da posição deslocada e da minha incomunicabilidade pelas vias normais e institucionalmente mais aceitas. Ser poeta seria uma boa desforra. Viver de brincar com palavras, brincar de levá-las tão a sério. Oxalá rea...

Diário de uma queda

Não, não é um jardim Que estão a construir naquele canteiro Mais uma vez me enganei Que ingênuo tenho sido! Hoje vi plantarem ali Um bloco do mais duro concreto O triunfo definitivo das arestas Dos ângulos retos, os retângulos Sobre a matemática complexa E amorosa dos círculos Florescerão cédulas Deste viaduto, autos moverão - Álcoois gel nos apertos de mão Os apertos nos coletivos O ferro desabado sobre as pernas - Este mesmo de que me atiro

Homem-Bomba

Quisera entregar minha vida por acreditar Não por descrer.

Viagem

Preciso ir, para fingir, para manter a ilusão de que não estamos aprisionados nessa vida que criamos e acreditar em alguma liberdade. Para ter de volta as sensações do iniciante que descobre a própria existência no mundo que o cerca. Para desarmar-nos destes confortos que nos mantém impassíveis e aimanam as sensações. Causar essas desordens. Por causa dessas saudades antecipadas que fazem bem quando pensam mal.

Espécies de penas

No título do livro do jovem sentado ao meu lado no ônibus Leio espécies de penas E me pergunto se é do Direito ou da Biologia Dos crimes da natureza ou das penas da vida Das leis da selva ou da compaixão.

Anacrônico

Um perene embaraço de iniciante E um delay para acomodar os acontecimentos E além de tudo isso Um anacrônico irremediável.

Achados e Perdidos

Viu o anúncio sobre a existência da sessão de Achados e Perdidos.  Foi procurar algum objeto que porventura  lhe houvesse desaparecido Sem dar-se conta de sua ausência.
Não, não quero que me diga mais nada sobre ti... Sei que depois à noite vais cismar, despertar do sono e remoer os fatos, arrependido por ter te exposto tanto. E quando eu te deixar, vais pensar que foi por isso, questionarás se não foi pelo tanto que te disseste.

(O nome deste livro)

Estava na biblioteca lendo o livro "(O nome deste livro)" e achou que ali havia muito de si.
Minha mãe disse-me que eu escrevesse. Um livro. Não sei se foi um pedido, se foi um conselho. Ou uma ordem. Disse-me assim: - Devias escrever um livro. Calei-me. Depois disse que sim, que algum dia. Há palavras demais. Ver tanta coisa escrita me desespera. Tenho cheia a estante e não me cessam de chegar livros, textos, revistas, jornais. É uma asfixia de toda minha possibilidade de escrever. Não me lançaria a contribuir para esse excesso se não tivesse algo realmente relevante a dizer. Entretanto, já o fiz. Acabo de fazê-lo. Se foi ordem, comecei a cumpri-la. E já me sinto culpado por ter fornecido à alguém um pouco mais de palavras com que intoxicar-se. Talvez porque ela saiba que a mim importam coisas que importam a pouca gente. A quem importa minha aflição sob os escombros daquele edifício monstruoso que erigiram sem minha permissão?
Antes podia ser qualquer lugar. O terreno do vizinho me servia bem, guardavam laranjas sorridentes e as lembranças da primeira desilusão da infância. Tudo mudou após o primeiro encontro em que me reconheci nas pedras das calçadas. Teve o passeio com Pessoa em que descobri que era chique ser do Chiado. Depois vieram as janelas verdes dos Maias, a morte de Luisa. Vou em busca da cura de Herberto Helder.
Eu queria ter nascido no Japão. Aquelas crianças lindas em carrinhos dobráveis. Circular em metrópoles apressadas e dormir em camas que se abrem em gavetas. Como ficam lindos os rapazes quando se tornam homens. Queria ter a capacidade de descrever essa beleza.

Manifesto contra o passarinho diminutivo do passado

Há coisas brilhantes que depois de serem Ditas uma vez, não deveriam ser Ditas de novo, repetidas à exaustão Para não perderem sua força e potência Passarão, passarinho Não atrapalhe o caminho Com repetições bestas Não se cortem as asas das palavras
achava que meu sofrimento era vermelho-sangue Mas no amor ele se fez tinta azul de Picasso

Compromisso com a tristeza

Sempre achei que a tristeza me salvaria. Que tivesse algum tipo de glória, traria inspiração. Não sinto-me inteiramente feliz se não estou um pouco triste. É como uma espécie de compromisso Não ser completamente feliz sendo alegre Ou não sendo um pouco triste
O anel A última vez em que nos vimos, ele me perguntou o que significava aquele anel no meu anelar direito, "namorando?", e eu respondi "não, é só um anel". Foi um encontro frio, ao acaso, em que procurei manter-me distante, controlado para não dar-lhe o murro prometido a mim mesmo. É o único anel que já usei. Foi durante uma viagem. Quis esse traço de alguma vaidade, eu que sou sempre tão básico e prático. Usar um anel. Demorei a encontrá-lo. Já havia passado por outras cidades, mas ali em Lisboa, o último é sempre mais esperado destino que me empenhei a encontrá-lo. A busca A compra descrição O medo de perdê-lo Hoje sonhei que eu o perdia. Subia por um caminho íngreme, rolando-o entre os dedos, quando ele caiu da minha mão e rolou terra abaixo, passando por entre galhos secos à beira do caminho. Corri para alcançá-lo, temendo perdê-lo de vista. Quando finalmente o encontrei, ele estava amassado, o asfalto desgastara suas inscrições H...
Não, você não causou uma boa impressão
Alcancei algum êxito em sobreviver, e é só isso Parece que para isso foi programado Quando me parece pouco diante de tudo o que é possível a um homem Mas pode ser muito quando se considera que levo uma vida razoavelmente honesta Ou reconhecendo meu status de privilegiado não tenha buscado ainda mais facilidades nao me julgue quando digo que agora só espero a morte Esse passar de dias, essa tristeza... Estou nas mãos de algum acaso Que possa reacender em mim a chama da alegria Alguma fortuna inesperada Um encontro de amor
Estou vivo? 27 anos. Sol em gêmeos Galáxias distantes Façam suas apostas Nocaute no primeiro round Dúvidas irresolvidas Volte duas casas Ganha quem chega ao início Pegue o morto Pisque discretamente São quatro os elementos Nenhum avulso Todos pareados na primeira casa Mantenha, sentido Baixe a persiana à primeira luz do sol

o irmão que eu não tive: memórias de uma ausência

Não tive, nunca terei. Minha infância, e percebo cada vez mais, minha vida inteira, até hoje foi e é marcada por essa ausência. Para que se entenda o que vou contar, é preciso conhecer um pouco da minha história. Nasci em 1976 em uma pequena cidade de 15 mil habitantes no sudeste de Minas Gerais, uma região chamada de zona da mata. Um vale onde já existiu uma faixa da mata atlântica, há muito desmatada, da qual não restam senão algumas ilhas de verde. Cercada de montanhas suaves, cortada por um rio que lhe dá o nome, minha cidade se esforça por ser Meus pais, um casal jovem, muito querido da cidade. Meu pai, filho da cidade, de uma família pobre de quem ele foi o esteio desde que foi aprovado num concurso para o primeiro emprego. Minha mãe, filha de migrantes baianos, de melhor condição social cujo pai se suicidara um ano após meu nascimento. Eu tenho o nome desse avô. Quando nasci, já tinham duas filhas. Naquela época não se conhecia o sexo do bebê antes de seu nascimento. Se eu f...
Ok, ela era brilhante, admito. Mas não era obrigada e saber de tudo isso que eu sei. Em quarenta anos, produziu-se muita coisa; só eu sei. Ela não pode saber porque morreu jovem. A glória maior, a juventude eternizada, o auge perpetuado. Ainda mais sendo uma morte trágica, que todo mundo respeita mais, cria-se essa aura irresistível. Eu não, eu nunca tive coragem. Já quis morrer muitas vezes, tantas mais do que eu tive coragem de viver. Sempre quero desculpar esse minha, como é mesmo? Esterilidade. Sim. Daqui nada sai, nem um vento. Nenhuma doutrina nenhuma poesia. Filhos menos ainda. Mas isso ela também não teve, ao menos que eu saiba. Porque há coisas que eu também não sei, mesmo havendo passado tanto tempo...
A alegria, já experimentei Hoje só a espreito, observo-a de longe A felicidade me doi no fio mais fundo da alma Nem a mais profunda tristeza me inspira a produzir nada de belo Esse é o máximo da ausência de saídas Não restou nenhuma das ilusões que alimentavam minhas esperanças Não acredito nos encontros, já tive muitos Nem no prazer Um corpo estendido numa cama Já não me diz nada que não seja: morte É solidão sem tamanho Dessa decrepitude do corpo Notada dia a dia É tanto mais me angustia Tanto mais sei que não produzi Não fertilizei o mundo Nunca havia me dado conta antes: O carnaval é uma coisa triste Uma festa que sempre me exclui Eu só usaria uma fantasia que deixasse dúvida Se era eu mesmo o personagem Não pude ser mais que um sopro na vida de alguém
Todos querem saber
Quando cursava o antigo pré-primário, a escolinha particular em que eu estudava (tia Cici) entrou em reforma e passamos a ter aulas num instituto agrícola afastado da cidade. Foi uma experiência muito excitante para um menino acostumado ao setor urbano da cidadezinha do interior. Havia a proximidade com o meio rural, visita a hortas, criadouros de animais, muito espaço para brincar, correr, sujar-se de grama e aumentar a vigilância atenta das professoras. Talvez a principal atração fosse a ida de ônibus para o instituto, toda a turma junto, ao invés da chegada aos poucos das crianças que costumavam vir à escola caminhando levadas pela mão pelos pais ou empregadas. Ali víamos as novidades mais distantes da cidade, acompanhamos a montagem de um circo recém chegado, cantávamos e falamos do Zico e de futebol, depois de disputar os melhores lugares à abertura da porta do ônibus. De todas as experiências desse período, houve uma para mim mais marcante. Um encontro com os alunos de uma escol...
Escuto o som de um inseto voando. Na verdade, é o liquidificador de um vizinho. Fico a pensar no guardião da sua obra. Só eu tenho medo desse excesso de felicidade?