A alegria, já experimentei
Hoje só a espreito, observo-a de longe
A felicidade me doi no fio mais fundo da alma
Nem a mais profunda tristeza me inspira a produzir nada de belo
Esse é o máximo da ausência de saídas
Não restou nenhuma das ilusões que alimentavam minhas esperanças
Não acredito nos encontros, já tive muitos
Nem no prazer
Um corpo estendido numa cama
Já não me diz nada que não seja: morte
É solidão sem tamanho
Dessa decrepitude do corpo
Notada dia a dia
É tanto mais me angustia
Tanto mais sei que não produzi
Não fertilizei o mundo
Nunca havia me dado conta antes:
O carnaval é uma coisa triste
Uma festa que sempre me exclui
Eu só usaria uma fantasia que deixasse dúvida
Se era eu mesmo o personagem
Não pude ser mais que um sopro na vida de alguém
Nem a mais profunda tristeza me inspira a produzir nada de belo
Esse é o máximo da ausência de saídas
Não restou nenhuma das ilusões que alimentavam minhas esperanças
Não acredito nos encontros, já tive muitos
Nem no prazer
Um corpo estendido numa cama
Já não me diz nada que não seja: morte
É solidão sem tamanho
Dessa decrepitude do corpo
Notada dia a dia
É tanto mais me angustia
Tanto mais sei que não produzi
Não fertilizei o mundo
Nunca havia me dado conta antes:
O carnaval é uma coisa triste
Uma festa que sempre me exclui
Eu só usaria uma fantasia que deixasse dúvida
Se era eu mesmo o personagem
Não pude ser mais que um sopro na vida de alguém
Comentários
Postar um comentário