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Mostrando postagens de dezembro, 2016
Sou do indefinível, poucas palavras que bastam, pois muitas dizem demais sem esclarecer nada. Aquele que é decifrado se chamado de enigma. Chama-me o pai-de-santo, o filho sem mãe, o espírito e pronto. Estou a formar-me, escritor. Temo muito prometer-me escritor diante dos outros para não ser mais uma promessa não realizada. Mas persigo sim, algum tipo de transformação existencial que me viabilize este papel. Falta-me escrever, simplesmente. Ideias tenho as aos montes, mas todas muito fragmentadas sem sentido ininteligíveis aos outros. Falta-me algo do essencial do que é escrever. Não foi por acaso que escolhi a Bildung como tema de trabalho. Vou esperar que decidam por mim.
Quero ser um nice burguer Loading em cheio Nas graças do proletariado Sexy vibes Very very very beautiful Toque mais uma vez Southern cramps É precriso arriscar
Pendor É bom que eu traga sempre à mão um botão de rosa sob o florete

Oh não me deixes

O que me dizes e que consome, a mim contra a vida que avança quando dá voltas a querer falar E faz existir que já não há. Talvez me deixes mais uma vez Eu sinto o tanto de até doer No mesmo passo faço-te ver Que insiste sempre meu bem-querer Tu já não me podes atirar Onde hei de chegar, coração? Pedir que não me deixes jamais Jamais chegaria a tal ponto. Oh não me deixes, digo-te mais Uma vez mais, para tua surpresa Mais uma vez, deixo-te em paz.
Agora tenho a minha frente dois caminhos: a morte ou a glória de permanecer nesse embate cruel. E tudo depende do acaso. É a cidade que me faz perceber que eu morro aos poucos mesmo de longe. Em cada um que se apaga a memória de minha avó morre um pedaço do que eu amo, em cada casa da minha infância que vira outra coisa que eu não reconheço. Eu não conheço o entusiasmo pela transformação do mundo. Entretanto tive eu mesmo que me transformar tantas vezes...