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Mostrando postagens de julho, 2016

crônicas de mudança

Há quatro meses cheguei a Lisboa e pouco pude dizer sobre tudo o que se passou desde então. Lembro-me de uma frase que repetia para mim mesmo nos primeiros dias, no quarto de hotel. Quis anotar, sabendo que logo me esqueceria, o que realmente aconteceu. Daquela frase não ficou nada de sua força, somente seu sentido: ela afirmava minha obrigação de ser feliz aqui. Existe certa curiosidade a respeito da minha mudança. Talvez por ela ser meio inusitada, especialmente para quem me conhece minha condição de sempre ter cumprido o que o destino parecia me haver determinado. Ou elas não conhecem os desvios que sempre houve deste caminho, ou sabem que realmente não sou dado ao comodismo com a infelicidade que, entretanto, sempre encontra forma de realizar-se em mim. Seja em amores desencontrados, seja numa busca quase incessante, seja nessa sensação de que o melhor nunca é o que vivo mas o que poderia viver. Há algum tempo sentia-me profundamente insatisfeito, sem curiosidade ou vontades que ...
Nota fria em pedaço de vento verdades disparadas sem qualquer sentimento como se houvesse sentimentos as verdades fadiga das tardes horas de descanso que já duram uma vida vida que não cabe em qualquer canto espaços inviáveis permanência dos tempos de tempos em tempos refazer a vida não caber em si vida longa o impossível anos melhores de agora em diante posso querer o que não creio depois de viver o que coube Quero o fim do mundo, o recomeço todos querem, sempre algo novo