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Mostrando postagens de fevereiro, 2015
chora, porque sente que é iminente o fim daquele amor porque pela primeira vez com ela, se pega tendo as mesmas atitudes que tinhas com os outros que acabaram deixando-a: arrumar cuidadosamente a casa, preparar-se com esmero para sua chegada, tudo isso que destruía o seu amor.
A bebida que ela sempre me preparou perdeu o sabor, o que me leva a suspeitar do fim de seu amor por mim, mas dou-me conta de que ela faz tudo como dantes e que eu é que não a quero mais.

O sabor que te abandonou

Começou com um inocente curso de vinhos. Sorria interiormente quando via algum casal lalalalala Em um restaurante. Comida. Harmonizar. Logo, também a água Nada mais satisfazia suas exigências. Definhar
Meu primeiro amor me levou para os jornais. Com foto na capa da página policial. Eu tinha 5 anos. Era minha coleguinha da pré-escola. Já no início da vida escolar tive que lidar com agrurias da paixão. Sim, porque foi um amor cercado de cordialidade e dor, antecipando quase todos os outros que tive pela frente. Fazia tudo por ela. Cedia os brinquedos, oferecia minha merenda. Os adultos não suspeitavam que aquilo fosse um amor. Achavam engraçadinho aquele menino cercando de cuidados a caçulinha da turma. Ela recebia os agrados com a indiferença de uma rainha. Era rósea e tinha os cabelos claros, ralos e lisos. O corpo era roliço, com dobrinhas que já faltavam nas coleguinhas mais crescidas. Os olhos caiam no sono num segundo. Se não me engano, tirava uma soneca de vez em quando num colchão em algum canto da sala. E tinha uma particularidade: usava fraldas, ainda. Traço essencial de afeição. Era como a nostalgia de uma fase minha recentemente vencida. Chamava-se Alice, tinha a me...