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Mostrando postagens de maio, 2014

Poesia sem palavras

Hoje libertei as frutas de um saco asfixiante Toda dor que sucede o momento dos fatos é execrável
de todos os temas humanos, o único sobre o que vale a pena nada, nunca dizer é o amor

Indùstria - produção em série de paixōes

Produzo paixões em ritmo industrial.Conheço a fórmula de provocá-la. A começar pela escolha das vítimas. A reprodução de todo o ritual envolvente para criar o encantamento com minha figura e transmitir uma promessa de ele roubou o papel que era o meu Me colocando exatamente no lugar Em que coloco os outros Meu amor é sincero

Poesia científica

Dados: números revelados Que só viram jogo Quando rolam
Quando você morrer Procurarão saber o quanto foi responsável pela própria morte Se andou onde não devia, se cometeu um deslize E, principalmente Se se entregou em demasia aos prazeres da vida Comeu ou bebeu em excesso Transou com qualquer um Acreditou na imortalidade Como se a morte não fosse uma realidade implacável Como se não existisse a fatalidade

MAL-ES-SE-C-RE-TO-S

Está decretada a nova ordem no mundo Somos todos poetas frustrados Romancistas incipientes Ensaístas equivocados Contistas medíocres Cronistas distraídos De nós mesmos Já não temos que agradar meio mundo Com presunções de ser alguém Eis que já temos o direito de sofrer e gozar em paz Todos somos coisa nenhuma