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Era a hora da algazarra dos pássaros Vão impedir alguém de cantar? Quanto tudo o tempo tanto trama De tudo o que tenho a dizer Se eu morrer serei eu só Um poeta que não chegou a ser.
A.S.Clemente (ou seria Adauto S. C.?) Olá M. Estou de volta E mais infeliz do que nunca Ou melhor, infeliz como sempre Preferiria aquela outra infelicidade? Já não sei se chegará um dia.
Expressar o máximo de sofrimento em um mínimo de palavras
Não sei se é comum a todos os homens, mas me preocupo sobre como será a minha morte, como serão os últimos momentos, se terei a consciência de que tudo para mim se encerra. Há coisas que temo mais que outras, a carne abrasada em fogo, o salto de uma altura de segundos de agonia, a aflição da asfixia enquanto vejo passar pelos olhos o filme da minha pobre vida em desenredos. Temo o sofrimento prolongado, a dependência, o encarceramento de não poder escolher. Porque uma das coisas que mais me alivia a vida é ter a liberdade de escolher se quero ou não morrer. Aflijo-me com a patética situação da arma na cabeça, da tortura prolongada por um perverso sem alma, o horror da decapitação ou do castigo que me tiraria todos os movimentos. Imagino como mais provável uma dor no peito ou a súbita explosão de algo dentro, causando em mim a queda como os prédios implodidos. Alenta-me a ideia do casal amante morto no torpor inconsciente da emissão de um aquecedor numa idílica pousada na montanha. Um...
O homem dos meus sonhos É aquele de quem nunca serei O homem dos sonhos dele Sou o que quiseres Desdobravelmente mis No desejo de só satisfazer-te Estou a gosto Escravo, amo,
Expressar o máximo de sofrimento em um mínimo de palavras
Tinha que ser mesmo aquele dia. Não parecia um dia especial, mas que se há de fazer, quando tem que acontecer é assim, mesmo que não haja prenúncios, mesmo se o dia não parece diferente ou estranho, tudo depois revisto parece ter confluído naquele fato. Acordou à hora de sempre, a mesma sem vontade para Desconhecia a existência de Falstaff,