Sou do indefinível, poucas palavras que bastam, pois muitas dizem demais sem esclarecer nada.
Aquele que é decifrado se chamado de enigma. Chama-me o pai-de-santo, o filho sem mãe, o espírito e pronto.
Estou a formar-me, escritor. Temo muito prometer-me escritor diante dos outros para não ser mais uma promessa não realizada. Mas persigo sim, algum tipo de transformação existencial que me viabilize este papel.
Falta-me escrever, simplesmente. Ideias tenho as aos montes, mas todas muito fragmentadas sem sentido ininteligíveis aos outros.
Falta-me algo do essencial do que é escrever. Não foi por acaso que escolhi a Bildung como tema de trabalho.

Vou esperar que decidam por mim.

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