Diário de uma queda

Não, não é um jardim
Que estão a construir naquele canteiro
Mais uma vez me enganei
Que ingênuo tenho sido!

Hoje vi plantarem ali
Um bloco do mais duro concreto
O triunfo definitivo das arestas
Dos ângulos retos, os retângulos
Sobre a matemática complexa
E amorosa dos círculos

Florescerão cédulas
Deste viaduto, autos moverão -
Álcoois gel nos apertos de mão
Os apertos nos coletivos
O ferro desabado sobre as pernas -
Este mesmo de que me atiro

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