Eu nem sabia da grandeza de josé regio quando visitei Portalegre. Sentia-a de imediato ao ler a toada de versos repetitivos como a natureza e a própria vida. Aquela cidade, rendia-se toda àqueles versos, que transformaram-na desde que foram lidos. A moça do café, a dama da loja, o aldeão que passou com as calças para dentro das meias. Todos representavam o papel que as casas pintadas de branco, as... , o subir e descer colinas lhes constrangia.
Ele agora dobra uma esquina. Daqui a pouco chega em casa, tira o uniforme para evitar o castigo. Faz os deveres antes de sair. Segue com a camisa branca, com um rasgo embaixo. A mesma que usou na apresentação da escola. No palco, tentava esconder Agora, todos cumpriam um destino traçado, repetiam os pais, suas crenças, suas posições. Mesmo os que eram mais rebeldes, se surpreendia a que ponto de conformidade havia chegado. Aquela colega que rira descontroladamente enquanto ele tentava esconder o rasgo no pano, com a mão esquerda levantada a frente apoiada na barriga. Cantava. A outra ria. A incerteza. O certo é que não podia mais. Não aquela cidade, não aquela vida. Morreria. O interesse se perderá, não havia lugar que desejasse ir ou comida que imaginasse. Podia tudo e não queria nada, podia tudo dentro do que constituiu como possível. Hoje chegou atrasado, mostrou as meias como de praxe. Música ensaiada, letra decorada, podia ter sido outra, estava melhor, mas a sua não ofendia, e...
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