Orixá

Ocorreu-me que minha realização, que eu poderia chamar artística, mas que é o próprio ápice da vida, ocorrerá na velhice, ou ao menos na meia-idade, que sempre foi, na verdade, minha idade real. A chegada do tempo marcará essa coincidência entre alma e corpo, e daí se dará o clímax que ainda não experimentei, a não ser esporadicamente.
Obaluiyaê, um orixá que já nasce velho, filho da Terra Nanã;
Que é refutado por causa de suas chagas e atirado ao mar, onde Yemanjá o acolhe e cria.
Cobre o corpo com palhas para esconder as cicatrizes na sua pele;
Adquire o dom de levar aos homens a doença e a cura,
A transmutá-lo das situações de vida e em suas passagens evolutivas.
Também conhecido como Omulu, é sincretizado com São Roque ou São Lázaro.
Seu dia é a segunda-feira, e a comida, a pipoca.
Orixá sem glamour, nada pop, mas que detém capacidades poderosas no mundo dos homens, como a de vingar-se secretamente.

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