Não há o que entender. Pensem nisso como uma fatalidade, um acidente. Porque é mais ou menos assim. Não há motivos. Ao menos não é possível sabê-los. Não há fome, miséria ou abandono. Não há abuso ou escravidão. Nada mais do que costuma acontecer a qualquer um.
Nada desabou. Eu sei o quanto tem custado manter tudo assim de pé. É nesse esforço que deixei de viver. Um morrer mesmo antes da morte.
É como se a mim coubesse denunciar, com minha própria vida, a falta de sentido do mundo e testemunhar o triunfo da morte.

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